Por que o Fluminense vendeu Richarlison na janela de 2017 e não fez o mesmo com Pedro?

Diferença de comportamento, apesar de gestão ser a mesma, se deve à mudança da condição financeira do clube
O torcedor do Fluminense deve andar se perguntando por qual razão o clube vem resistindo a vender Pedro. Pelo menos, até aqui, o noticiário já deu conta de pelo menos três propostas pelo craque, prontamente rejeitadas pelo clube. Se é verdade ou mentira, só o próprio Fluminense, manifestando-se oficialmente, pode esclarecer.
A verdade é que, embora parte da imprensa insista no noticiário alarmista sobre a situação do clube, há uma diferença gigantesca entre o que se viu em 2017 e o que se vê em 3018. É essa gigantesca diferença que está na origem da mudança de comportamento da gestão Abad. Se em 2017 o clube vendeu Richarlison por um preço bastante “camarada” para o Watford, o mesmo não se repetirá com Pedro, exceto haja uma disposição da gestão Abad em prejudicar o clube.
A grande diferença está na situação financeira. Enquanto o Fluminense iniciou 2017 com previsão de um déficit orçamentário de caixa de aproximadamente R$ 70 milhões, no ano de 2018 a previsão era de superávit de R$ 10 milhões. O Fluminense chegou à janela europeia de 2017 com a água no nariz, devendo quase quatro meses só de salários ao seu elenco. Em 2018, ao contrário, o Prêmio Nobel do Esporte chegou com os salários em dia.
Em 2017, enfim, o Fluminense, sabia-se, mesmo vendendo Richarlison pelo preço que vendeu, teria problemas de fluxo de caixa já a partir de outubro daquele ano. Em 2018, o Fluminense fechou o primeiro semestre com R$ 17 milhões de superávit operacional e ainda tem aproximadamente R$ 30 milhões novos a receber relacionados a transferências.
Ao que tudo indica, alguns clubes de fora podem ter-se deixado inebriar pelo noticiário alarmista, mas a realidade é bem diferente. O Fluminense não precisa vencer Pedro, mas a venda pode ser um excelente negócio para o clube, contanto que receba sua parte na multa, que é de 25 milhões de euros, aproximadamente R$ 110 milhões, que ajudaria a reduzir drasticamente a dívida de curto prazo. Se for só para pagar as contas, o clube tem outros ativos menos valiosos para se desfazer.
2019-02-27T17:30:47+00:00 agosto 30th, 2018|

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