Por que não, Fluminense? Marcas próprias de artigos esportivos viram tendência entre clubes brasileiros

Por Marcelo Savioli às 21:16

Bahia, uma das três equipes da Série A que adotaram essa solução, tem expectativa de faturar quatro vezes mais do que ganhava com a Umbro

As marcas próprias de artigos esportivos vão se tornando uma tendência no futebol brasileiro. Ao todo, na Série A, são três os clubes que optaram por fabricar seus próprios uniformes: CSA, Fortaleza e Bahia.

O Bahia foi o último a ingressar nesse modelo de negócio em setembro do ano passado. A expectativa do clube é faturar quatro vezes mais com venda de material esportivo do que ganhava com a Umbro, antiga fornecedora.

Na ocasião, o presidente do clube baiano, Guilherme Bellintani, afirmou que o clube, antes mesmo do lançamento da grife “Esquadrão”, já faturara em royalties mais que em todo ano de 2017. A expectativa do Bahia é faturar em torno de R$ 4 milhões anuais com venda de artigos esportivos.

Pioneiro, Paysandu fatura R$ 6 milhões por ano com Lobo

Além dos três clubes da Série A, Santa Cruz, Paysandu, Joinville, Juventude e Coritiba aderiram à ideia. O Paysandu fatura R$ 6 milhões anualmente com a marca “Lobo”.

O investimento em marcas próprias foi a alternativa encontrada por esses clubes para elevar o faturamento com a venda de artigos esportivos. Num cenário em que as grandes marcas retraem seus investimentos no país, os clubes que investem nessa solução conseguem obter receitas mais robustas com a rubrica, chegando próximo de alguns dos clubes mais populares.

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A razão para a elevação drástica do faturamento é que os clubes ficam com toda a receita decorrente das vendas dos produtos. Para dar uma ideia do que significa, em termos de oportunidade comercial, ter uma marca própria, o Santos, patrocinado pela Umbro, recebe R$ 8 milhões anuais, apenas R$ 2 milhões a mais que o Paysandu.

Por que o Fluminense não entra no negócio das marcas próprias

O próprio Fluminense, que tem um contrato com a Under Armour, recebe em royalties 20% do montante das vendas da fabricante estadunidense.  Mesmo assim, se esse montante for igual ou superior a R$ 5,5 milhões.

A ideia de ter uma grife própria não empolga, a princípio, clubes como o Prêmio Nobel do Esporte, que tem seu público alvo distribuído por todo o território nacional, contando, inclusive, com grande contingente de torcedores no exterior.

Vasco e Santos, no início do século XXI, tiveram experiências mal sucedidas com esse tipo de iniciativa e o negócio não foi adiante. A verdade, porém, é que, de lá para cá, a internet se popularizou, assim como o comércio online. Com isso, a questão da logística pode deixar de ser um entrave. O Bahia, um dos clubes que investiram em marcas próprias de artigos esportivos, também tem torcedores espalhados pelo país e exterior.

2019-03-28T00:35:50+00:00 março 27th, 2019|

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