Modelo de jogo do Flu sobrevive a mar de desfalques e choca o Brasil

O que explica o desempenho superior do Fluminense no Fla-Flu? Daniel e Diniz explicam

A lista era enorme. Rodolfo, Digão, Nino, Matheus Ferraz, Gilberto, Aírton, Bruno Silva, Yony González, Léo Santos, Miguel Silveira e Pedro. Quase todos titulares em algum momento da temporada. Eram tantos os desfalques, que Diniz sequer tinha dois zagueiros para escalar. Quase não havia quem não apostasse em uma derrota acachapante para o Flamengo, mas o que o Brasil assistiu boquiaberto foi o modelo de jogo do Flu sobrevivendo ao mar de desfalques.

Uma das razões para a grande exibição diante do rival é que o Fluminense teve em campo o seu centro nervoso e criativo, o meio de campo formado por Allan, Daniel e Paulo Henrique Ganso.

– O sistema, como é concebido, facilita bastante jogadores como Allan, Daniel e Ganso. Há mais  aproximação de outros jogadores, há muita mobilidade também. São jogadores muito técnicos e inteligentes e que têm coragem e personalidade para jogar. Tem muito a ver com o sistema, que absorve muito bem os atributos deles e eles sentem prazer em jogar dessa forma. A tendência é que melhore ainda mais. Conforme forem passando os treinamentos, as partidas, eles conseguirão se sentir ainda mais à vontade – prometeu Fernando Diniz.

Como explicar o comportamento quase irrepreensível da defesa?

Tudo bem que o Fluminense funcionasse bem do meio para a frente, mas o que explica o comportamento tão seguro da defesa, inclusive na saída de bola, fundamento levado quase à perfeição? Foram três jogadores que pouco atuaram na temporada: Igor Julião, Frazan e Yuri. Sendo que Yuri atuou improvisado como zagueiro.

– O entrosamento está fluindo, estamos melhorando, prendendo mais a bola. Não houve dificuldade nenhuma em sair com a bola. O Flamengo tentou apertar e só conseguiu roubar uma bola em dez tentativas. Nossa saída foi muito bem com eles – explicou Daniel.

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A resposta para o ótimo desempenho da defesa toda desfalcada do Fluminense é bem simples na visão de Fernando Diniz.

– O que facilita é que treinamos muito e trabalhamos muito a parte tática. Repetimos muitas vezes a informação e o treinamento tático. São jogadores em quem confio. O Frazan estava treinado, o Yuri estava treinado. Yuri, cuja posição original é volante, já tinha entrado com um jogador a menos contra o Athletico e conseguiu dar equilíbrio para a equipe. O Igor Julião é outro que está desde o começo e é um jogador muito inteligente, que fez bela partida.

Tem o modelo de jogo do Flu, mas tem também a individualidade 

O modelo de jogo do Flu, a ótima assimilação dos conceitos táticos, tudo isso pesa no bom desempenho. Diniz chamou atenção para um outro aspecto que, por incrível que pareça, tem passado meio despercebido.

– Fico muito contente, também, com o desempenho individual da equipe, porque não foi só a parte tática, mas os jogadores souberam se sobressair. O Julião ganhou praticamente todos os duelos individuais, assim como Frazan e Yuri também. A parte tática funcionou, mas a disposição e a qualidade individual dos jogadores também fizeram a diferença.

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Marcelo Savioli às 14:26

2019-06-10T23:03:43+00:00 junho 10th, 2019|

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