MARCELO SAVIOLI – 3-4-1-2 x 4-4-2, hora de analisar nosso elenco

Dentro do esquema proposto, temos pelo menos três opções para cada posição

Amigos, amigas, parece que terminaremos a boa e velha espera na janela sem colher maiores dissabores. Estamos a um dia do fechamento e não há qualquer indício de que perderemos mais algum atleta para o exterior.
Com o elenco fechado, se torna possível fazer um planejamento para o restante da temporada. Eu não sei o que se passa na cabeça de Marcelo Oliveira, mas a minha visão é a de que temos um elenco para brigar pelo título da Sul-Americana e passar sem sustos no Brasileiro.
No caso do Brasileiro, há fortes indícios de que o Fluminense teria condições de brigar até por uma vaga no G-6, mas hoje isso não me parece possível, porque os times que lá estão conseguem performar bem acima do nosso Tricolor, que ainda precisa encontrar um caminho definitivo.
Quanto à Sul-Americana, o desafio é passar pelo Cuenca e conseguir chegar ao auge na próxima fase, quando a chapa vai começar a esquentar para valer.
Vou aqui tentar dar uma ajuda a Marcelo Oliveira. Os amigos devem observar que são dois esquemas distingos, cuja única diferença é termos, no 4-4-2 ( ou losango ), um volante fixo à frente da zaga, e, no 3-4-1-2, três zagueiros atuando por trás da linha de quatro, formada por meias e laterais.
No 3-4-1-2, temos uma transição defensiva, com os alas compondo a linha média com os dois volantes, enquanto os dois atacantes fecham os lados da saída de bola adversária, com o meia ofensivo centralizado entre eles, formando uma primeira linha de combate com três homens.
Na fase defensiva, podemos imaginar a manutenção do 3-4-3, com todos defendendo, ou os alas recuando para a última linha de defesa, enquanto dois homens da linha dianteira recuam pelos lados, formando um 4-5-1.
No 4-4-2, temos uma transição ofensiva, em que os laterais e as duas pontas laterais do losango fazem o vai e vem para buscar a bola e fazer a transição. Nesse caso, temos o volante à frente dos zagueiros. Eu preferiria tê-lo na mesma linha, pois, em vez de um, passamos a ter dois zagueiros podendo encostar no meio de campo, ajudando na transição ofensiva.
Usei o 4-4-2 apenas para mostrar a superioridade, no caso do elenco do Fluminense, a superioridade do 3-4-1-2, no meu entendimento, o esquema mais adequado para o elenco de Marcelo Oliveira. Reparem, por exemplo, que coloquei Matheus Alessandro como lateral no 4-4-2. Isso, evidentemente, é inconcebível, mas não escalá-lo como ala, como substituto de Ayrton Lucas. Matheus Alessandro é bom de marcação e bom de condução de bola, mas, como segundo atacante, é pouco produtivo. Vamos, então, aproveitar as características de cada um, certo?
Portanto, apenas imaginem Airton recuando para a última linha e essa formando como na outra figura. Temos, então, um 3-1-4-2. Passemos, pois, a analisar as possibilidades que o elenco nos entrega para a formação e conceito tático em questão.
– Goleiros – J.César, De Amores, Rodolfo, Marcos Felipe – Zagueiros – Gum, Digão, Ibañez, Richard, Airton, Leo, Frazan e Paulo Ricardo – Volantes – Jadson, Dodi, Daniel, Zé Ricardo, Calazans e Sornoza – Ala direita – Gilberto, Y. Julião e Pablo Dyego – Ala esquerda – Ayrton Lucas, Marlon e Calazans – Meia ofensivo – Sornoza, Daniel, Calazans, Everaldo, Marcos Júnior e Cabezas – Ataque – Pedro, Pablo Dyego, Luciano, Marcos Júnior, Cabezas Kayke e Luciano
Sigamos com as premissas para que esse esquema funcione.
1 – Precisamos ter pelo menos os dois zagueiros laterais com capacidade de sair jogando. Ibañez é barbada. Do outro lado, acho que teríamos que decidir entre Richard, Airton e Leo. Gum ou Digão, só fica um, pois não podemos ter dois jogadores com deficiência na saída de bola. São, ambos, excelentes centrais. Outro ponto importante é dar liberdade aos alas para apoiar de forma sistemática, sem precisar atravessar o campo em desabalada carreira para recompor a última linha de defesa.
2 – Precisamos ter dois alas capazes de explorar os corredores extremos dos campo. Por isso, prefiro Leo como terceiro zagueiro e usaria Julião e Pablo Dyego como opções a Gilberto. Do lado esquerdo, acho que Marlon até funcionaria, mas Matheus Alessandro é o melhor para ser o substituto de Ayrton Lucas. Calazans também tem perfil para atuar por ali.
3 – Precisamos de dois volantes que marquem e organizem o meio de campo. Daniel, embora não se deve esperar muito dele na marcação, é o melhor para fazer essa organização. Jadson, Dodi e Zé Ricardo podem tanto formar a dupla como disputar a vaga ao lado de Daniel. Tudo depende de treino e desempenho. O importante é que tenhamos uma dupla de volantes leves, moderna, que faça o meio de campo e seja o ponto de equiíibrio do time. Para compensar uma eventual fragilidade na marcação, a receita é aproximação das linhas, como aparece na primeira figura, com todos participando da marcação atrás da linha da bola, o que não significa, necessariamente, todos marcando no campo de defesa.
4 – Um meia ofensivo que puxe os contragolpes, que tenha qualidade para dar o último passe e que entre na área para fazer gols. O único caso consolidado de jogador com essas características é Sornoza. Talvez – quem sabe? – Cabezas pode ser esse homem. Marcos Júnior já mostrou que funciona nessa função, tanto pela qualidade da movimentação, quanto pela capacidade de entrar na área para finalizar. Calazans seria a outra opção.
5 – Para completar, dois atacantes jogando em cima da última linha adversária, atributo do qual Marcelo Oliveira abriu mão e é essa a principal razão para o Fluminense ter-se desintegrado ofensivamente nos últimos jogos. A preferência é pela combinação de altura, força, técnica e velocidade. Assim, o Oscar vai para Pablo Dyego, que complementaria Pedro da melhor forma. Luciano, Marcos Júnior, Kayke e Júnior Dutra seriam os candidatos, principalmente agora, na ausência de Pedro.
Enfim, amigas, amigos, entre mortos e feridos, nós chegaremos a setembro com um elenco bem interessante. Resta saber se o nosso treinador saberá usá-lo.
Dentro do esquema proposto, temos pelo menos três opções para cada posição. Temos alguns jogadores de altíssimo nível, capazes de dar peso ao time, como Gum, Ibañez, Zé Ricardo, Daniel, Sornoza, Ayton Lucas e Pedro. Se os demais entregarem comprometimento e humildade, não tenho dúvida de que podemos ter um final de ano entre tranquilo e eufórico.
A conferir…
Saudações Tricolores!
2019-02-27T14:16:57+00:00 agosto 30th, 2018|

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