Fluminense bateu o recorde em receitas e foi o sétimo do Brasil em faturamento em 2018

Resultado foi puxado pelas receitas com transferências, que atingiram R$ 119 milhões, o que é bom e preocupante

Não é o cenário desejado, mas o Fluminense bateu o recorde em receitas e foi o sétimo do Brasil em faturamento em 2018, sendo superado somente  por Palmeiras, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Grêmio e Cruzeiro. O clube teve faturamento bruto de R$ 297,4 milhões, superando o resultado obtido em 2016, que foi de R$ 293,2 milhões. Se em 2016 o resultado foi puxado pelo recebimento de luvas da Rede Globo pelos direitos de transmissão no período 2019-2024, em 2018 foram as transferências de atletas que comandaram o aumento do faturamento.

O clube obteve, somente com essa rubrica, um faturamento de R$ 119 milhões, mais um recorde, ainda que, mesmo havendo razões para comemorar, há outras para preocupação. Se as vendas de atletas serviram para alavancar o clube economicamente, o mesmo não aconteceu com o desempenho esportivo. Com mal desempenho em todas as competições, o Tricolor só escapou do rebaixamento na última rodada do Campeonato Brasileiro.

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Mesmo com o aumento de 33% em relação ao faturamento de 2017, as receitas tricolores não chegaram sequer à metade do que faturou o Palmeiras, campeão no quesito, com um faturamento bruto de R$ 653,9 milhões, superando o recorde histórico do Flamengo, que foi de R$ 648,7 milhões em 2017. Isso significa que o Mais Amado do Brasil precisará gerar novas fontes de receitas, além de seguir com a política de geração de dinheiro por meio das transferências de atletas.

Recorde de receitas com transferências do Flu segue tendência nacional

O aumento do volume de receitas com transferências é uma tendência  no futebol brasileiro, o que torna os clubes cada vez mais dependentes da combinação de receitas com televisão com receitas de transferências. Somados, os 20 clubes mais ricos obtiveram, em vendas de atletas, um montante de R$ 1,3 bilhão em 2018, recorde histórico. O aumento em relação a 2017 foi de expressivos 32%  em relação a 2017 e 70% em relação a 2016.

Em compensação, duas rubricas importantes tiveram queda. As receitas com sócios caíram 3,7% e as receitas com patrocínio despencaram 18%, chegando ao mesmo patamar de 2015. A saída da Caixa Econômica do mercado patrocinador foi a grande responsável pela queda, mas, por outro lado, o fim do patrocínio público tende a obrigar os clubes a profissionalizarem sua gestão de Marketing.

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Se o Fluminense bateu o recorde em receitas em 2018, a expectativa é de que o volume seja mantido em 2019.  Só em receitas já garantidas, o clube já ultrapassa a casa dos R$ 82 milhões. A cifra inclui valores referentes às transferências de Gerson, Sornoza, Richarlison, João Pedro, Ayrton Lucas, Gustavo Scarpa, Ibañez e Paulinho. Não é o mundo ideal, mas a conta apresenta duas boas notícias: o clube está menos pressionado por vendas em 2019 e as finanças podem caminhar com mais tranquilidade no atual exercício.

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Por: Marcelo Savioli às 18:17
Fontes: estudo “Finanças dos Clubes Brasileiros” (Sportvalue) e Demonstrativos Financeiros do Fluminense Football Club
2019-05-08T12:15:44+00:00 maio 8th, 2019|

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