Flu tem déficit acumulado de R$ 19,8 milhões no ano

Clube tem fluxo operacional de caixa positivo, mas parcelas das dívidas e penhoras comprometem pagamentos

O Fluminense publicou nesta quinta-feira o balancete do primeiro semestre. O clube apurou um déficit acumulado de R$ 19,8 milhões, incluindo as despesas financeiras e patrimoniais. As despesas financeiras são referentes à atualização da dívida e somaram R$ 16 milhões.

O fluxo operacional de caixa, no entanto, foi positivo em R$ 12,9 milhões, debitadas as despesas patrimoniais. Isso significa que o Fluminense gerou caixa suficiente para pagar as despesas correntes. O atraso de um mês nos salários mostra, no entanto, que esse superávit de caixa de quase R$ 13 milhões não é suficiente para fazer frente ao pagamento das dívidas e às penhoras e bloqueios de receitas.

Desempenho esportivo é fator chave para melhorar resultado financeiro

A tendência é de que os números mudem para melhor nos próximos demonstrativos financeiros. O clube tem mais de R$ 60 milhões a receber referentes a receitas com transferências. Além disso, o avanço na Sul-Americana rendeu aos cofres tricolores cerca de R$ 2,3 milhões.

dois gols, o primeiro e o terceiro, um no comecinho de cada tempo, deu ao Fluminense a tranquilidade necessária para jogar. E é melhor do que o Peñarol

O desempenho esportivo, aliás, é fator chave para o sucesso das finanças tricolores em 2019. Além da possibilidade de avançar na Sul-Americana, o Flu precisa avançar para a parte de cima da tabela no Brasileiro. É o que garantirá, por desempenho, uma melhor participação nas cotas da televisão, que somaram R$ 42 milhões até junho.

Além disso, o engajamento da torcida tem garantido, pelo menos nas últimas partidas, uma melhor performance na bilheteria. Embora não tenha garantido lucro, exceto na partida contra o Peñarol, a conta entre despesas e receitas no match day vem terminando praticamente empatada. Melhor que os sistemáticos prejuízos do primeiro semestre.

Política da atual gestão é um risco para o clube

Apesar disso, o Fluminense precisa gerar novas receitas e/ou investimentos para respirar financeiramente nos próximos anos. O investimento precisaria ser na ordem de R$ 200 milhões para eliminar a execução de dívidas, com as consequentes penhoras de receitas.

A ameaça é a filosofia de gastos da atual gestão, que, a seguir na atual toada, comprometeria qualquer engenharia financeira. Não houve qualquer prestação de contas relacionada às aquisições de Muriel, Nenê e Wellington Nem.

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O cenário para o Fluminense está longe de ser sombrio. O clube possui ativos de valor, que podem gerar altas receitas em transferências, sustentando os fluxos financeiros nos próximos anos. Entretanto, isso não se transformará em realidade se houver aumento nas despesas, algo que parece iminente com a atual política de contratações, que repete um passado sombrio, de pouco cuidado com as contas do clube, grande responsável pela delicada situação financeira que vive no presente.

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Marcelo Savioli às 11:43

2019-08-02T14:35:41+00:00 agosto 2nd, 2019|

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