#Eleições2019! Próximo presidente do Fluminense herdará clube em situação de risco, com três meses de salários atrasados

Candidatos a presidente do Fluminense prometem priorizar o tema, mas não dizem de onde sairá o dinheiro

O caso Scarpa ainda está na memória dos torcedores do Fluminense. O atleta obteve vitória em ação de rescisão indireta contra o Fluminense e deixou o clube para defender o Palmeiras. Posteriormente, as partes chegaram a um acordo e o Tricolor ainda conseguiu receber uma quantia pela transferência. O próximo presidente do Fluminense herdará um clube em situação de risco, com três meses de salários atrasados, o que inclui o elenco profissional e os funcionários.

Após a partida de ontem com o Cruzeiro pela Copa do Brasil, o lateral-direito Gilberto desabafou. Gilberto revelou que os jogadores mais experientes têm ajudado financeiramente aos jogadores mais jovens e aos funcionários do clube.

– A gente não tem informação de política, mas ficamos na expectativa. É uma situação muito ruim. Temos que ajudar funcionários e os próprios jogadores mais jovens, que ainda não têm aquela reserva, mas o grupo tem uma cabeça muito boa. Todos conversam com todo mundo para ajudar da melhor forma possível.

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De onde virá o dinheiro?

Ricardo Tenório e Mário Bittencourt, ao longo da campanha, vêm prometendo tratar o assunto como prioridade absoluta. Nenhum dos candidatos ao pleito do próximo sábado, 8 de junho, apontou, todavia, de onde virá o dinheiro para o clube colocar suas obrigações com os funcionários em dia. Enquanto isso, o clube segue tendo receitas penhoradas. A última perda noticiada foi a penhora de quase R$ 1 milhão, referente a direitos devidos ao lateral Wellington Silva. 

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O clube vem sofrendo com o problema devido à péssima gestão financeira do segundo mandato de Peter Siemsen. Siemsen elevou a dívida do clube em mais de R$ 200 milhões e entregou a Pedro Abad um clube com forte desequilíbrio entre despesas e receitas. Além disso, Abad recebeu um déficit orçamentário de caixa na faixa de R$ 70 milhões para o exercício de 2017.  A solução adotada pela gestão Abad tem sido reduzir as despesas e recorrer à venda de atletas. Foram R$ 120 milhões em receitas com transferências em 2018 e o clube tem a receber mais R$ 80 milhões em 2019. Mesmo assim, a estratégia tem se mostrado ineficaz, devido às constantes penhoras.

Nem mesmo superávit no primeiro trimestre foi capaz de positivar o fluxo de caixa

O próximo presidente terá que apresentar uma solução definitiva, que só virá com a entrada de uma quantia expressiva no caixa, na faixa das centenas de milhões de reais. Enquanto essa solução não aparece, a torcida segue apreensiva, com receio de perder jogadores por conta de ações semelhantes à movida por Gustavo Scarpa. O presidente Pedro Abad vinha se movimentando para obter de um fundo um aporte de cerca de R$ 200 milhões, com pagamento no longo prazo. O financiamento seria lastreado em receitas futuras com transferências de atletas, mas, ao que tudo indica, a iniciativa não progrediu.

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A dívida líquida de curto prazo assusta. São cerca de R$ 220 milhões em passivo a descoberto vencendo em 2019. O clube obteve superávit superior a R$ 3 milhões no primeiro trimestre deste ano, mas o resultado não foi suficiente para aliviar o fluxo de caixa. Uma das primeiras medidas do próximo presidente deve ser promover uma reunião com elenco e representantes dos funcionários, mas será preciso mais que boas intenções. Mário ou Tenório, qualquer um que se eleja presidente do Fluminense, precisará dizer de onde e quando vai sair o dinheiro.

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Marcelo Savioli às 15:41

 

2019-06-06T17:19:57+00:00 junho 6th, 2019|

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