Diogo Bueno critica duramente economia do Flu baseada em venda de atletas e modelo de gestão estagnado no século XX

Ex vice presidente de finanças defende parcerias com investidores e critica declarações de Abad

O ex vice presidente de finanças do Fluminense, Diogo Bueno, criticou duramente o modelo econômico do clube baseado na venda de atletas para pagar as obrigações financeiras. Na opinião de Diogo, para escapar desse modelo, o Fluminense precisa recorrer a parcerias com investidores, como acontece amplamente no futebol europeu.

“Sempre defendi (e defendo) que o futebol brasileiro precisa de uma revolução na forma como é administrado e que o Fluminense apresenta todas as condições para ser o pioneiro e protagonista nesta mudança. O Fluminense possui uma série de ativos subvalorizados por incapacidade administrativa das diferentes gestões e ausência de recursos financeiros para a realização de investimentos (…). Portanto, se o Fluminense não possui recursos financeiros temos que buscar quem possui capital (investidores nacionais e internacionais) para em conjunto com o Fluminense investir e aumentar o valor de cada ativo/negócio individualmente.”

Gestão do século XXI

Bueno citou entre esses ativos o estádio das Laranjeiras, a área social do clube, Xerém, a marca “Fluminense” e as redes sociais. A nota divulgada pelo ex dirigente foi uma resposta a uma entrevista concedida pelo presidente Pedro Abad ao Globoesporte.com, na qual o mandatário do segundo cargo mais importante da República acusou seus eis colaboradores da chapa Unido e Forte de tentar vender Xerém.

 

“Permanecer na mesmice de “venda de atletas novos para pagar a conta de salário” é a gestão do século XX; dividir riscos, prejuízos e lucros é a gestão do século XXI. Essa é a diferença entre vender, perder controle e ser sócio.”

Projeto traria capital de giro, capacidade de investimento, redução das dívidas e, por dois anos, das despesas

A proposta, como o próprio Abad explicou, era obter aporte de R$110 milhões de um grupo de investidores, que, além disso, arcariam com a totalidade das despesas do projeto durante dois anos. Em troca disso participariam da gestão e em 50% das receitas geradas pela venda de jogadores formados em Xerém. Com isso, além de obter capital de giro e capacidade de redução da dívida, o clube ainda teria uma queda nas despesas durante dois anos, num total de aproximadamente R$ 30 milhões.

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“O Fluminense precisa inovar, ser líder novamente, pensar grande. Por isso, contratamos uma das melhores empresas de consultoria do mundo para realizar um estudo de como atrair investidores para o clube (…). Há uma diferença grande entre vender Xerém e trazer investidores, empresas que atuam no mundo do esporte e do entretenimento, com diversos investimentos na cadeia global do futebol”, diz trecho da nota emitida por Diogo Bueno.

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Marcelo Savioli às 15:28
2019-05-17T20:22:39+00:00 maio 17th, 2019|

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