Desde o fim da Era Unimed, Fluminense aumentou as despesas anuais em quase 100%, mas tendência é de forte queda em 2019

Despesas extraordinárias puxaram custo para cima em 2018, principalmente os custos com rescisões contratuais

Atribui-se o crescimento acelerado da dívida do Fluminense nos últimos três anos ao acúmulo de compromissos não cumpridos com terceiros. Essa é uma das facetas do endividamento tricolor. A outra é o crescimento desmedido das despesas sem lastro em receitas ordinárias. Desde o fim da Era Unimed, em 2014, o Fluminense aumentou as despesas anuais em quase 100%. Em outras  palavras, quase dobraram.

O montante de despesas em 2015 foi de R$ 130,46 milhões. Era o primeiro ano do pós Era Unimed.  Desde então, o único aumento de receita regular foi decorrente dos contratos de cessão de direitos de transmissão para a televisão. Nada que justifique, respalde ou lastreie um aumento de gastos na ordem de 100%. O clube não evoluiu em receitas com patrocínio, bilheteria, fornecedor de material esportivo ou quadro social. Isso, em grande parte, explica o notável crescimento da dívida tricolor.

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Enquanto o montante de receitas oscila ao sabor do dinheiro volátil, as despesas, a partir de 2016 saltaram para o patamar dos R$ 250 milhões. Veja o comparativo (incluindo despesas financeiras):

– 2015 …………….. R$ 130,46 milhões

– 2016 …………….. R$ 245,23 milhões

– 2017 …………….. R$ 251,58 milhões

– 2018 …………….. R$ 258,87 milhões

Despesas devem cair para a casa dos R$ 160 milhões em 2019

Enquanto isso, as receitas oscilaram fortemente, com picos em 2016 e 2018, puxados, no primeiro caso, pelo recebimento das luvas sobre a venda dos direitos de transmissão à Globo até 2024, no segundo, pelo forte incremento das receitas com transferências de atletas.

Confira a evolução:

– 2015 ………………….. R$ 170,4 milhões

– 2016 ………………….. R$ 271,90 milhões

– 2017 ………………….. R$ 212,2 milhões

– 2018 ………………….. R$ 280,6 milhões

O que chama atenção é o Fluminense aumentou as despesas em 2018, quando toda a engenharia financeira foi feita para diminuí-las. A verdade é que o efeito dessa engenharia só vai ser sentido, de fato, em 2019. Os atuais indicadores apontam para um montante, no atual exercício, de R$ 160 milhões em despesas, incluindo as financeiras e patrimoniais, uma queda realmente significativa, com consequente enquadramento  das mesmas na realidade econômica do clube.

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O que puxou para cima a casa das despesas foram custos fora da rotina, com destaque para os quase R$ 16 milhões decorrentes das rescisões contratuais e os quase R$ 17 milhões gastos com comissões sobre intermediação em transferências e empréstimos de atletas.

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Por: Marcelo Savioli às 09:10

 

2019-05-05T15:34:35+00:00 maio 5th, 2019|

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