Contratação de Nenê desmontaria política de austeridade no Flu

Perfil da negociação lembra práticas que levaram Fluminense à atual situação financeira

O Globoesporte.com publicou, no início da tarde desta quarta-feira, uma reportagem acerca da possível transferência do meia Nenê, de 37 anos, para o Fluminense. Revelou a matéria que o São Paulo, ao se desfazer de Nenê, economizaria R$ 3 milhões até o final da temporada. Tais números apontam para um custo de R$ 500 mil mensais divididos pelos últimos seis meses do ano. Sendo assim, tudo indica que uma eventual contratação de Nenê desmontaria a atual política de austeridade do Fluminense.

Os rumores dão conta de que o salário de Nenê seria de R$ 400 mil, fora as obrigações trabalhistas. Diz o noticiário, também, que o Fluminense negocia a redução do salário do meia. A verdade, no entanto, é que R$ 400 mil é um ponto de partida pouco realista para se iniciar uma negociação. Para isso, leve-se em conta a idade do atleta, o fato de ser reserva no São Paulo e o piso salarial de R$ 300 mil em vigor no Fluminense.

Além disso, Nenê seria contratado para um setor para o qual o clube conta com múltiplas opções, ainda que se concretize uma possível saída de Luciano. Podem atuar como quarto homem de meio de campo jogadores como: Marcos Paulo, Léo Artur, Guilherme e o jovem Miguel Silveira.

Contratação de Nenê sugere retorno de uma política letal para as finanças do Fluminense

A insistência na contratação de Nenê faria lembrar tempos idos, quando Celso Barros praticamente comandava o futebol tricolor. A prática comum era a contratação de jogadores com grife, sem contrato com outros clubes. Esses atletas recebiam salários bem acima do mercado, além de assinarem contratos longos. Naquele período, o Fluminense contava com o aporte das verbas de patrocínio da Unimed.

Resultado de imagem para Nenê e Celso Barros

Mesmo assim, tal política contribuiu para aumentar a dívida do clube, que arcava com parte dos altos vencimentos dos atletas. Mesmo após a saída da Unimed, o Fluminense ainda seguiu, às suas expensas, a mesma política. Foi o que agravou ainda mais o endividamento do clube. Durante o último ano da gestão Abad, o clube conseguiu equilibrar a folha de pagamento dentro das despesas. Apesar disso, as penhoras decorrentes das dívidas seguem flagelando as finanças tricolores.

Leia também: Fluminense e Nenê, de volta à velha história!

Consequência das penhoras sistemáticas de receitas, o Fluminense convive com uma rotina de salários atrasados. Diante desse problema, a possível contratação de Nenê seria um duro golpe na política de austeridade construída pela gestão Abad. Assim como sinalizaria uma política contrária à saúde financeira do clube. Sem contar com eventuais problemas dentro do elenco caso os atrasos salariais persistam.

Seja sócio futebol e obtenha até 100% de desconto na bilheteria em todos os jogos do Flu como mandante. Nossa hora é agora. Clique aqui e faça já o seu plano!

Marcelo Savioli às 17:08

2019-07-11T09:44:12+00:00 julho 10th, 2019|

Deixar Um Comentário