Com time titular praticamente definido e esquema montado, Fernando Diniz precisa definir alternativas táticas e individuais para o pós Copa América

Quatro jogadores pedirão passagem a partir de julho e devem brigar por vaga no time titular

Não é difícil para o torcedor escalar o time titular do Fluminense. Basta dar alguma atenção às formações recentes, sobretudo quando o Tricolor subiu de produção. As duas partidas contra o Cruzeiro e a goleada sobre o Atlético Nacional, com algumas das melhores atuações na temporada, indicam que o Fluminense titular, pelo menos por enquanto, é: Rodolfo, Gilberto, Nino, Matheus Ferraz e Caio Henrique; Allan, Daniel e Paulo Henrique Ganso; Luciano, Yony González e João Pedro.

Somente dois jogadores, no momento, ameaçam os titulares: Pedro e Léo Artur. Pedro, caso não seja vendido, mais dia, menos dia, vai brigar pela posição de titular com João Pedro e Yony González. Luciano, bastante irregular, sofrerá, a princípio, a pressão de Léo Artur. Lembrando que Luciano atua praticamente como quarto homem de meio de campo, mesma posição de Artur, que busca mais o lado esquerdo do campo para se aproximar do ataque.

O Fluminense anunciou Brenner como novo reforço para o ataque. Com características parecidas com as de Yony e Pablo Dyego, chega para dar opções a Diniz na corrida e apertada temporada. Já Ewandro e Kelvin, chegaram para suprir a saída de Everaldo, mas terão dificuldades para conquistar espaço, já que a saída do antigo atacante derreteu a própria proposta de jogo antiga, em que o Fluminense tinha um homem jogando mais aberto pelo lado esquerdo do ataque. Serão, no entanto, importantes opções táticas, dependendo do andamento das partidas.

Problemas de ajuste fino no meio de campo

O Fluminense já se mostrou forte atuando com Léo Artur ou Luciano como quarto homem de meio de campo. Diniz deve optar por Luciano nos próximos jogos. De resto, o meio de campo está formado com Allan, Daniel e Ganso. O problema de Diniz é quando falta uma ou duas dessas peças. Contra o Bahia, sem Allan, Ganso e Luciano, o time sucumbiu em campo. A ideia de recuar João Pedro para fazer o papel de Luciano e formar a dupla de ataque com Pedro e Yony não deu certo. As modificações no segundo tempo acabaram não surtindo efeito por causa da expulsão de Agenor.

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Allan precisa de substituto à altura

Diniz apostou em Yuri na vaga de Allan e acabou gerando um ponto fraco na equipe. Parece evidente que Caio Henrique é a opção para o setor, não só para substituir Allan, como, eventualmente, Daniel ou Ganso. Para isso, Diniz precisa readquirir a confiança em Mascarenhas, que é lateral esquerdo de origem. Ygor Julião corre por fora. Diniz tem, ainda, para o meio, Guilherme e Marcos Paulo. Guilherme desapareceu da lista de relacionados. Foi assim contra o Bahia. Marcos Paulo, assim como Pedro, está fora de combate antes da Copa América, defendendo Portugal no mesmo Torneio de Toulon em que Pedro estará representando a Seleção Brasileira.

Quase um mês para definir soluções para o restante da temporada

Marcos Paulo tem tudo para entrar firme na briga por uma vaga entre os titulares, assim como Pedro. O que ninguém pode garantir é que Pedro e Marcos Paulo estarão à disposição de Diniz após a Copa América. Não estarão em Toulon por acaso. O Fluminense enxerga com bons olhos uma venda, contanto que esta atinja seu objetivo, que é resolver a vida financeira do clube no curto prazo, dando fôlego à próxima gestão para reconhecer o terreno e planejar o próximo triênio com alguma tranquilidade, o que é plenamente possível.

A saída de Pedro ou Marcos Paulo, em que pese o alto nível técnico desses jogadores, não será um problema grave para Diniz em 2019. O elenco é robusto do meio para a frente. A questão maior será fazer o ajuste fino no elenco, que ganhará reforços para o pós Copa. Digão e Bruno Silva estão em estágio de recuperação e terão um mês para entrar em forma. Com muito tempo para treinar e se preparar, o Fluminense deve voltar em julho com uma das formações mais poderosas do país e um modelo de jogo testado, treinado e ajustado.

A expectativa é de que Diniz tenha o elenco nas mãos e definidas as opções táticas e individuais para quando vierem os desfalques. A zaga, mesmo com o retorno de Digão, é um setor crítico, com poucas peças. Nada que não possa ser resolvido com o retorno de Léo Santos, que se recupera de uma cirurgia em São Paulo. Tudo vai depender, daqui até o final da janela europeia, do apetite do mercado com relação ao elenco tricolor, assim como da capacidade de resposta rápida do clube a eventuais situações em que reposições sejam necessárias.

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Marcelo Savioli às 12:50

Fotos: Lucas Merçon (Fluminense Football Club)

2019-06-01T16:40:33+00:00 junho 1st, 2019|

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