Árbitro que prejudicou Flu na final e deu título ao Fla em 2017 é acusado de fazer parte de sistema de manipulação 

Jorge Rabello, presidente do Coaf-RJ, segundo a ANEAB, é o chefe do esquema

O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães foi acusado pela ANEAB (Associação Nacional dos Ex Árbitros de Futebol do Brasil) de fazer parte do “time de Rabello”. Rabello, a quem se refere a Associação, é Jorge Rabello, presidente da Coaf-RJ (Comissão de Arbitragem do Futebol do Rio de Janeiro). O “time de Rabello”, que conta com outros doze nomes, seria, segundo a denúncia, responsável por manipular os jogos, revelou o portal UOL.

Afirma a denúncia que esses árbitros participaram de 70% dos jogos do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro entre 2015 e 2018. Wagner do Nascimento Magalhães, em 2017, deixou de marcar falta escandalosa do zagueiro Réver, do Flamengo, no zagueiro Henrique, do Fluminense, em lance aos 39 minutos da etapa final, que resultou no gol de empate do Flamengo. O Flu vencia por 1 a 0 e a partida caminhava para uma decisão por pênaltis. Com o gol de empate, marcado por Guerrero, o Flamengo, que vencera o primeiro jogo, aproximou-se do título, confirmado com a virada logo em seguida.

Os árbitros citados são: Daniel de Souza Macedo, Daniel Wilson Barbosa de Castro, Edson Alves de Carvalho, Eduardo de Souza Couto, Flavio Manoel da Silva, Jackson Lourenço Massara, João Baptista de Arruda, Leonardo Garcia Cavalero, Lilian da Silva Fernandes, Marcio Moreira de Queiroz, Rodrigo Carvalhaes de Miranda, Wagner de Almeida Santos e Wagner do Nascimento Magalhães.

Arbitragem totalmente dominada

Rabello, apontado como chefe do esquema pela denúncia, está há doze anos à frente da Coaf-RJ, período em que a arbitragem, com seguidos erros decisivos, vem perdendo a credibilidade junto à opinião pública e ajudando a desmoralizar a competição que já foi a mais cobiçada do Brasil. Frequentemente, após os erros de arbitragem, vem a público negá-los e defender as decisões equivocadas.

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Diz a acusação que a Ferj criou um esquema para controlar, simultaneamente, a representação, a fonte pagadora e a fonte organizadora da arbitragem no Rio de Janeiro. Diz parte do texto que “(…) ao estabelecer domínio, ao mesmo tempo, no sindicato, na cooperativa e no Coaf (Comissão de Arbitragem do Futebol do Rio de Janeiro), a ré acabou com a autonomia dos árbitros e assistentes de arbitragem de futebol no estado (…)”.

Rabello, obviamente, negou tudo, alegando que o trabalho feito pelo Coaf tem “credibilidade e transparência”. 

 

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Por: Marcelo Savioli às 16:48
2019-04-10T12:30:05+00:00 abril 9th, 2019|

Um Comentário

  1. […] as arbitragens no Rio de Janeiro, assim como inclui treze árbitros no esquema, dentre os quais, Wagner do Nascimento Magalhães, árbitro do Fla-Flu decisivo de 2017, que praticamente decidiu o título para o Flamengo ao deixar de marcar falta escandalosa de Réver […]

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